Tratamento das água residuais (ETAR)

No sentido de melhorar a preservação do meio ambiente e de elevar níveis de qualidade de vida das populações, é fundamental proceder ao tratamento das águas residuais (provenientes da utilização humana). O tratamento destas águas é feito nas estações de tratamento de águas residuais (ETAR). O tratamento das águas residuais ocorre em quatro fases:

  • Tratamento preliminar: consiste numa série de processos físicos (crivagem, tamisagem, desarenação) com vista à remoção dos sólidos com maiores dimensões presentes na água que entra na estação. Deste processo resulta água com uma componente significativa de gorduras e de sólidos em suspensão;
  • Tratamento primário: a água é conduzida para decantadores, onde são eliminados cerca de 50% a 60% dos materiais em suspensão do efluente e são decantados sob a forma de lamas (lamas primárias). Pode-se recorrer também a um processo químico de coagulação. Deste processo resulta água contendo partículas coloidais ou suspensas de reduzidas dimensões e muita matéria orgânica dissolvida;
  • Tratamento secundário: principal fase do processo de tratamento de um efluente urbano. Consiste na utilização de um reactor biológico e posterior decantação. Nesta fase, as substâncias orgânicas, coloidais e dissolvidas são oxidadas pela acção dos microrganismos presentes no reactor biológico. Após a actuação do biorreactor, o efluente experimenta uma nova decantação, de onde resultam as lamas secundárias;
  • Tratamento terciário ou avançado: consiste num conjunto de processos complexos que visa a remoção de nutriente, poluentes específicos, bactérias, etc., de modo que as características finais do efluente tratado estejam de acordo com os parâmetros pretendidos antes de este ser lançado no meio ambiente.

As lamas resultantes do processo de tratamento primário e secundário experimentam um processamento em digestores anaeróbios como forma de reduzir o volume dos sólidos residuais e de os estailizar (biometanização). Os produtos finais resultantes do metabolismo anaeróbio das lamas são o dióxido de carbono e o metano (principais constituintes do biogás). Assim estes gases são aproveitados para a produção de energia.

Os materiais sólidos estabilizados através da biometanização são designados biossólidos ou lamas tratadas e podem ser utilizados como fertilizantes e condicionadores dos solos desde que cumpram determinados parâmetros de forma a não representarem um risco elevado de contaminação.

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